O setor de Saúde receberá o maior aporte financeiro, somando R$ 688,2 milhões, o que inclui repasses destinados ao Fundo Municipal de Saúde e equivale a quase um terço de todo o orçamento da cidade. Em seguida, a Educação figura com R$ 429,8 milhões, montante composto pelas dotações da secretaria responsável e repasses do Fundeb. Juntas, as duas pastas concentram mais de R$ 1,1 bilhão da verba pública programada.
A distribuição de recursos contempla outras áreas do município, reservando R$ 169,6 milhões para Urbanismo, R$ 79,5 milhões para Obras Públicas e R$ 36,6 milhões para Segurança Pública. A proposição do Executivo também abrange atendimentos em Assistência Social, Saneamento, Transporte, Habitação, Cultura, Esporte e Lazer.
Em relação à origem dos recursos, as transferências correntes enviadas pela União e pelo Estado respondem pela maior parcela da receita estimada, correspondendo a R$ 1,3 bilhão e evidenciando a dependência do município frente a repasses intergovernamentais. Por outro lado, a arrecadação própria gerada por meio de tributos, taxas e contribuições municipais soma a previsão de R$ 565,6 milhões.
O montante estimado para 2027 representa uma redução nominal de aproximadamente 1,6% em relação a 2026, ano em que o Legislativo aprovou R$ 2,035 bilhões para os cofres municipais. A diferença de R$ 32,5 milhões a menos respeita as metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Plano Plurianual, embora os valores efetivamente investidos dependam do comportamento real da arrecadação no decorrer do ano.
O projeto de lei cumpre agora o rito de tramitação legislativa dentro do parlamento municipal. As comissões de Legislação, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas têm prazo até 19 de outubro para apresentação dos pareceres técnicos. Os parlamentares podem formular emendas para alterar o texto até a votação definitiva, prevista para ocorrer até o encerramento de dezembro.
























