O Serviço de Hemodinâmica do Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou 1.300 procedimentos médicos voltados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o primeiro semestre de 2026. Administrada pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), a unidade oferece tratamentos cardiovasculares de alta complexidade para os moradores da macrorregião do Vale do Aço, em Minas Gerais, evitando que a população precise se deslocar para capitais em busca de assistência especializada.
Entre os atendimentos registrados nos seis primeiros meses do ano, a instituição contabilizou a realização de 587 cateterismos e 162 angioplastias, além de 552 outras intervenções especializadas. O volume de procedimentos atende a uma demanda contínua por assistência cardiológica na região, uma vez que as doenças do coração permanecem entre as principais causas de mortalidade no país.
Um dos indicadores de qualidade monitorados pelo hospital é o tempo de resposta a casos de infarto agudo do miocárdio. O chamado tempo “porta-balão” — intervalo entre a chegada do paciente à unidade de saúde e a realização da angioplastia primária — atingiu a média de 57 minutos no semestre. O resultado ficou próximo da meta interna da instituição, estipulada em 55 minutos, e permanece bem abaixo do limite máximo de 90 minutos recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Para viabilizar os diagnósticos e as cirurgias, o setor utiliza equipamentos de alta precisão que geram imagens em tempo real e com reconstrução em três dimensões. A tecnologia permite uma visualização detalhada das estruturas cardíacas e vasculares, aumentando a segurança das intervenções.
O serviço de hemodinâmica do HMC está em operação desde julho de 2004, quando foi implantado com o suporte técnico da Fundação Zerbini, instituição ligada ao Instituto do Coração (InCor) da Universidade de São Paulo (USP).
O cardiologista intervencionista e responsável técnico pelo setor, Pedro Paulo, explica que as operações envolvem uma equipe multidisciplinar. Os procedimentos reúnem profissionais de áreas como cirurgia vascular, neurointervenção, anestesiologia e enfermagem especializada. Segundo o médico, o modelo de atuação integrada garante um atendimento seguro e descentraliza o acesso da rede pública às práticas da medicina moderna.
As doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de mortalidade no país, tornando essencial a existência de serviços especializados capazes de oferecer diagnóstico rápido e tratamento adequado. Nesse contexto, o Hospital Márcio Cunha consolidou-se como uma das principais instituições hospitalares de Minas Gerais e referência na alta complexidade.
Um indicador que evidencia a qualidade da assistência é o desempenho do Protocolo de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a recomendação é que o chamado tempo porta-balão, intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a realização da angioplastia primária, seja inferior a 90 minutos. No Hospital Márcio Cunha, a meta estabelecida no primeiro semestre era de 55 minutos, e o resultado acumulado foi de 57 minutos, desempenho que demonstra a eficiência dos fluxos assistenciais e a agilidade das equipes envolvidas no atendimento de urgência cardiovascular.
O diferencial tecnológico do serviço está diretamente relacionado aos investimentos em infraestrutura e inovação. O setor conta com o equipamento Artis One, da Siemens, tecnologia de alta precisão que permite a obtenção de imagens em tempo real com elevada resolução. O sistema possibilita a análise detalhada das estruturas cardíacas e vasculares, além da reconstrução tridimensional das imagens, contribuindo para diagnósticos mais assertivos e procedimentos mais seguros.
Implantado em julho de 2004, o Serviço de Hemodinâmica do Hospital Márcio Cunha tornou-se referência no tratamento das doenças cardiovasculares para a Macrorregião do Vale do Aço. Sua criação contou com o apoio da Fundação Zerbini, ligada ao Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, parceria que permitiu ao HMC tornar-se pioneiro na realização de procedimentos de alta complexidade no interior de Minas Gerais.
De acordo com o médico cardiologista intervencionista do Hospital Márcio Cunha e responsável técnico da Hemodinâmica, Pedro Paulo, um dos destaques do Serviço também é a qualificação das equipes envolvidas nos cuidados.
“A maioria dos procedimentos é realizada por cardiologistas intervencionistas que passaram por uma formação extensa e altamente especializada. Além disso, contamos com equipes de cirurgia vascular, neurointervenção, anestesiologia, enfermagem especializada e diversos profissionais que atuam de forma integrada. Essa estrutura nos permite oferecer um atendimento seguro, eficiente e alinhado às melhores práticas da medicina moderna”, destaca.
Para a Fundação São Francisco Xavier, fortalecer serviços de alta complexidade como a Hemodinâmica significa facilitar o acesso da população, em especial do SUS, a tratamentos avançados sem a necessidade de deslocamentos para capitais ou outros estados. Mais do que tecnologia e estrutura, o serviço representa a oportunidade de atendimento especializado próximo de casa, contribuindo para salvar vidas de pacientes da Macrorregião do Vale do Aço.
“Com tecnologias avançadas, equipes altamente capacitadas e integração entre diferentes especialidades, conseguimos oferecer à população uma assistência de excelência. Isso garante mais segurança aos pacientes e amplia o acesso a tratamentos que antes exigiam deslocamentos para grandes centros. É um benefício direto para a Macrorregião do Vale do Aço.”, conclui o especialista.























