O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou nesta quarta-feira (18) que participará da manifestação marcada para o dia 1º de março, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ao anunciar presença no ato, Zema voltou a dirigir críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a Corte teria se transformado em um “balcão de negócios”.
Pré-candidato à Presidência da República, o governador disse ser “o único pré-candidato” a se posicionar publicamente contra decisões do Supremo e afirmou que não tem “rabo preso”. As declarações foram feitas em meio à mobilização para o protesto, que deve reunir apoiadores em defesa de pautas conservadoras e críticas ao governo federal.
A manifestação convocada por Nikolas Ferreira tem como foco críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e inclui pedidos de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos integrantes do STF.
Outro ponto da mobilização é a derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, proposta que trata de critérios para aplicação de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
CÓDIGO DE CONDUTA EM DEBATE
Zema também comentou a proposta de criação de um código de conduta para os ministros do Supremo, iniciativa discutida internamente na Corte sob articulação do presidente do STF, Edson Fachin, e relatada pela ministra Cármen Lúcia.
Para o governador, a simples necessidade de um código específico para os integrantes da Corte seria um sinal de problema institucional. Ele comparou a medida à hipótese de uma autoridade religiosa precisar de regras básicas para orientar sua conduta.
A convocação do ato ocorre em meio às investigações envolvendo o Banco Master, alvo de apurações sobre supostas fraudes financeiras de grande porte. Na semana passada, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal informar ao Supremo ter identificado menções ao seu nome em mensagens extraídas dos celulares do empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição.
O material, que tramita sob sigilo, inclui referências a negociações relacionadas ao resort Tayayá, no Paraná. Toffoli já declarou ter sido sócio do empreendimento citado nas investigações.























