O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não vai revelar como deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao jornal norte-americano New York Times, publicada nesta quinta-feira (5.nov.2026), ele também negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros para organizar a viagem.
“Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo”, declarou.
Segundo o senador, a decisão de sair do país foi tomada junto com a mulher, sem aviso prévio a aliados. “Foi tudo obra minha. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, disse.
Saída do Brasil
Flávio deixou o país depois de receber uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes. A determinação foi expedida em uma investigação que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro. O senador não cumpriu o prazo estabelecido.
Na entrevista, ele contou que resolveu partir na manhã seguinte à derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de outubro. Segundo disse, acreditava que seria preso se permanecesse no Brasil. “Eu já sei que o desfecho final será a minha prisão”, declarou.
O senador chegou a Miami em 28 de outubro, depois de passar pela Argentina. No mesmo dia, divulgou uma carta em que se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e contestou o resultado das eleições. Posteriormente, uma nova versão do documento substituiu a expressão por “líder do Brasil”.
Planos para o futuro
Flávio disse ao jornal que pretende continuar atuando politicamente a partir dos Estados Unidos e espera que sua permanência no país seja temporária. “Preciso seguir em frente com a minha vida nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto”, afirmou.
O senador também não descartou voltar ao Brasil para disputar outra eleição. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, disse.

























