Carta de Notícias
  • Gerais
  • Colunistas
    • Mário Plaka
    • William Saliba
  • Opinião
    • Amauri Meireles
    • Flávia Presoti
    • Ricardo Ramos
    • Vitor Bizarro
  • Vídeos
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Login
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Carta de Notícias
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Colunistas Mário Plaka

O sistema é bruto… Que país é esse?

Quando a balança da Justiça parece pesar de forma diferente conforme o lado político, o cidadão precisa parar de apenas assistir e começar a perguntar

Redação por Redação
21 de agosto de 2026
em Mário Plaka
Tempo de Leitura: 3 minutos de leitura
A A
0
O sistema é bruto… Que país é esse?
Compartilhar no WhatsAppCompartilhar no Facebook

Por Mário Plaka (*)

Eu não estou defendendo Pablo Marçal. Se errou, que responda. Se a Justiça encontrou fundamento para restringir sua campanha, que cumpra a decisão. O que estou questionando é outra coisa: por que o rigor parece tão veloz e tão pesado para alguns, enquanto outros casos se arrastam, são anulados, retornam à primeira instância ou permanecem presos a intermináveis disputas jurídicas?

O caso Marçal é apenas mais um capítulo.


O brasileiro acompanha a história de Lula, suas condenações anuladas, os processos que mudaram de rumo e toda a discussão jurídica que veio depois. E acompanha também as investigações envolvendo seu filho, Lulinha, relacionadas a suspeitas de tráfico de influência, enquanto o debate sobre foro privilegiado e conexão com autoridades que possuem foro mantém as investigações no Supremo.

Ninguém está dizendo que Lula ou Lulinha sejam culpados. A culpa se prova; a acusação se investiga; a inocência se reconhece por decisão competente. Mas também não se pode exigir que o cidadão aceite a palavra “inocentado” quando o que houve, juridicamente, foi a anulação de condenações por questões de competência e outros fundamentos processuais.

É aí que nasce a desconfiança.

Porque, quando um político de direita entra em confronto com determinadas estruturas, cada palavra vira manchete, cada erro vira escândalo e cada movimento passa a ser examinado com lupa. Enquanto isso, casos envolvendo figuras poderosas parecem encontrar uma sucessão interminável de recursos, discussões sobre competência, conexões, decisões e interpretações.

Será que a balança é a mesma? Essa não é uma pergunta contra a esquerda. É uma pergunta a favor da Justiça. Se Marçal errou, puna-se Marçal. Se Flávio errou, puna-se Flávio. Se Zema errou, puna-se Zema. Se Lula errou, puna-se Lula. Se Lulinha tiver cometido algum crime, que responda por ele. Mas a régua precisa ser exatamente a mesma.

Porque uma Justiça que pesa conforme o nome do acusado deixa de transmitir segurança e começa a produzir desconfiança. E essa desconfiança não nasceu ontem. Está presente nas discussões sobre partidos, candidaturas, alianças, Centrão, imprensa, Judiciário e Executivo. Está na percepção de milhões de brasileiros que acompanham o que acontece pelas redes sociais, pelos documentos, pelas decisões e pelas próprias declarações dos protagonistas.

Não é necessário acreditar em uma teoria conspiratória para perceber que existe uma disputa brutal pelo poder. E poder demais, concentrado nas mãos de poucos, sempre exige vigilância.

É por isso que a pergunta deste artigo não é: “Marçal é santo?”. Não é: “Lula é culpado?”. Não é: “Flávio é inocente?”. Essas respostas pertencem aos processos e às provas. A pergunta é muito maior.

Que país é esse que estamos construindo? Um país onde a Justiça precisa ser temida ou respeitada? Um país onde a imprensa fiscaliza o poder ou escolhe quem merece ser fiscalizado? Um país onde a lei é igual para todos ou onde alguns conseguem enfrentar o peso da balança enquanto outros são esmagados por ela?

A Bíblia já advertia há milhares de anos: “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer.” — Provérbios 11:1. Também diz: “Dois pesos são coisa abominável ao Senhor, e balança enganosa não é boa.” — Provérbios 20:23.

Não é preciso ser magistrado para entender isso. Não é preciso ser advogado. Não é preciso ser político.

Qualquer cidadão entende que uma balança só é justa quando os dois lados têm o mesmo peso. Se um lado é colocado na balança com chumbo e o outro com algodão, aquilo não é Justiça. É desequilíbrio.

E talvez seja exatamente por isso que tanta gente esteja olhando para o Brasil e perguntando, em silêncio: Que país é esse?

Eu não tenho a pretensão de dar todas as respostas. Tenho apenas o direito de fazer a pergunta. Porque quem tem medo de perguntar já começou a perder a liberdade.

E, quando o cidadão precisa ter medo de questionar o sistema, então precisamos perguntar: Quem está realmente acima de quem?

O sistema pode ser bruto.

Mas a Justiça não pode ter dois pesos e duas medidas.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

(*) O articulista e analista político Mário Plaka é sócio-fundador da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (Ajoia Brasil)
Tag: Brasilcentrãocidadãocondenações anuladasdemocraciadois pesos e duas medidaseleiçõesequilíbrioEstado de DireitoFlávioforo privilegiadoimprensaJudiciáriojustiçaJustiça para todosliberdadeLulaLulinhaPablo Marçalpoderpolítica brasileiraRomeu ZemasistemaSupremo Tribunal Federal
Postagem anterior

Timóteo recebe 1º Festival de Voo Livre

Próxima postagem

Jornalista lança em Belo Horizonte a história do STF e crise do jornalismo em dois livros

Leia também

A máfia não é abstrata: ela tem CPF
Mário Plaka

A máfia não é abstrata: ela tem CPF

6 de outubro de 2026
Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça
Mário Plaka

Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça

5 de outubro de 2026
A caneta maldita
Mário Plaka

A caneta maldita

2 de outubro de 2026
Powered by the Tomorrow.io Weather API
JORNALISMO COM CREDIBILIDADE                

** Os artigos de opinião, assinados, expressam a visão do autor e não necessariamente a linha editorial do portal Carta de Notícias.

Expediente:

CN Multimidia e Marketing Ltda.
CNPJ: 36.360.043/0001-25

Conselho Editorial: Antônio William Saliba, William Argolo Saliba e Cid Miranda

CEO:
William Argolo
- (31) 98600-3599
E-mail: financeiro@cartadenoticias.com.br

Direção de Jornalismo: William Saliba - (31) 98744-3030
E-mail: awsaliba@cartadenoticias.com.br

Redação
E-mail: redacao@cartadenoticias.com.br
WhatsApp: (31) 98744-3030

Assessoria Jurídica:
Vitor Bizarro
- (31) 98828-9999
E-mail: juridico@cartadenoticias.com.br

Publicações Mais Recentes:

  • Encerra em outubro temporada de visitas guiadas à Estação de Pedra Mole

    Encerra em outubro temporada de visitas guiadas à Estação de Pedra Mole

    6 de outubro de 2026
  • Fiemg abre curso online sobre gestão do tempo

    Fiemg abre curso online sobre gestão do tempo

    6 de outubro de 2026
  • Presidente da Cenibra concorre a premiação estadual de liderança

    Presidente da Cenibra concorre a premiação estadual de liderança

    6 de outubro de 2026
  • Grupo Farroupilha apresenta espetáculo gratuito na Estação Memória

    Grupo Farroupilha apresenta espetáculo gratuito na Estação Memória

    6 de outubro de 2026
  • Raul Teixeira apresenta palestra espírita em Ipatinga

    Raul Teixeira apresenta palestra espírita em Ipatinga

    6 de outubro de 2026

2026 © CARTA DE NOTÍCIAS - Todos os Direitos Reservados. - Desenvolvido por: Lucca Tecnologia - Hospedado por: Onex Data Center

Gerenciar o Consentimento
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
Ver Preferências
  • {title}
  • {title}
  • {title}
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Gerais
  • Colunistas
    • Mário Plaka
    • William Saliba
  • Opinião
    • Amauri Meireles
    • Flávia Presoti
    • Ricardo Ramos
    • Vitor Bizarro
  • Vídeos
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Login

2026 © CARTA DE NOTÍCIAS - Todos os Direitos Reservados. - Desenvolvido por: Lucca Tecnologia - Hospedado por: Onex Data Center

Not enough quota to unlock this post
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?