A Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital mineira, foi tomada por manifestantes na manhã deste domingo (1º) durante o ato denominado “Acorda Brasil”. O protesto reuniu apoiadores que fizeram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais pautas estavam o pedido de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro e a revisão das penas aplicadas.
A mobilização teve início ainda pela manhã e se estendeu por cerca de três horas. Com bandeiras do Brasil e cartazes, os participantes se concentraram em frente ao conjunto arquitetônico da praça, tradicional palco de manifestações políticas em Minas Gerais.
O ato foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que esteve presente e discursou para o público. Também participaram parlamentares estaduais e federais alinhados ao movimento, além do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do vice-governador Mateus Simões (PSD).
Em seu pronunciamento, Nikolas afirmou que a mobilização não se encerraria ali. Segundo ele, novos atos estão previstos em diferentes regiões do país. “Se querem que a gente desista, nós vamos persistir. Se querem silêncio, nós vamos gritar”, declarou o parlamentar ao público, reforçando que o movimento pretende manter a pressão sobre o Congresso Nacional e o Judiciário.
Entre as reivindicações apresentadas durante o ato estão a derrubada do veto presidencial ao projeto que altera a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além de críticas à política econômica do governo federal e à atuação de ministros do STF.
CARAVANAS DO INTERIOR E PRESENÇA DO VALE DO AÇO
A manifestação em Belo Horizonte contou com caravanas vindas de diferentes cidades do interior de Minas Gerais, como Governador Valadares e Caratinga. O Vale do Aço também esteve representado no ato e com uma novidade.
Integrantes do Movimento Verde e Amarelo da região participaram da mobilização e levaram um elemento que chamou a atenção do público: uma charanga organizada por apoiadores de Ipatinga. A iniciativa foi coordenada por Joel Souto, liderança do movimento no Vale do Aço.
Em entrevista ao Portal Carta de Notícias, que acompanhou o evento na capital mineira, Souto destacou o objetivo da participação regional. Segundo ele, a proposta foi contribuir para um ambiente de mobilização pacífica e engajada.
“Viemos do Vale do Aço com o propósito de mostrar que nossa região está atenta e participativa. Trouxemos a charanga para dar um tom mais leve e ao mesmo tempo demonstrar união e organização. Estamos firmes e juntos nessa mobilização por anistia, por justiça e por liberdade aos que consideramos presos políticos, inclusive ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Defendemos um país com menos corrupção, mais equilíbrio entre os Poderes e mais paz para a população. Nossa presença aqui simboliza que não estamos indiferentes ao que acontece no Brasil e que continuaremos participando de forma ordeira e democrática”, afirmou.
Durante o ato, o próprio deputado Nikolas Ferreira interagiu com integrantes da charanga, em um momento que foi registrado por apoiadores.
O Portal Carta de Notícias esteve presente na Praça da Liberdade e acompanhou a movimentação desde a chegada das caravanas até o encerramento dos discursos, registrando a participação expressiva do público e das lideranças políticas.
MOBILIZAÇÃO NACIONAL
Após o ato em Belo Horizonte, Nikolas Ferreira seguiu para São Paulo, onde participou da manifestação realizada na Avenida Paulista, ao lado de outras lideranças políticas, entre elas o senador Flávio Bolsonaro. O governador Romeu Zema também esteve na capital paulista.
O movimento “Acorda Brasil” promoveu atos em mais de 20 cidades no país ao longo do domingo. As mobilizações tiveram como pautas centrais a defesa da revisão das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro, a derrubada de vetos presidenciais a projetos de lei sobre o tema e críticas ao governo federal e a integrantes do Supremo Tribunal Federal.
As manifestações transcorreram sob acompanhamento das autoridades locais e integraram uma agenda nacional organizada por grupos conservadores e parlamentares aliados.























