Um submarino da Marinha dos Estados Unidos afundou, nesta quarta-feira (4), a fragata iraniana Iris Dena nas proximidades da costa do Sri Lanka, no Oceano Índico. Segundo autoridades locais, ao menos 87 marinheiros morreram e 61 seguem desaparecidos. Outros 32 tripulantes foram resgatados com ferimentos graves.
O ataque ocorreu a cerca de 40 quilômetros ao sul do porto de Galle, informou a Marinha do Sri Lanka. A embarcação iraniana, que já havia passado pelo Brasil em 2023, teria sido atingida por um torpedo disparado por um submarino de ataque rápido dos EUA.
Em Washington, o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, confirmou a operação e afirmou que o navio iraniano foi afundado por um torpedo enquanto navegava em águas internacionais. Ao lado dele, o chefe do Estado-Maior, general Dan Caine, declarou que esta foi a primeira vez desde 1945 que um submarino americano afundou um navio de guerra inimigo com um torpedo, citando o uso do modelo Mark 48.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, 87 corpos foram recuperados até o momento, e as buscas pelos desaparecidos continuam. Dois navios da Marinha e uma aeronave foram mobilizados para a operação de resgate, que deve se estender pela noite e pela quinta-feira (5).
A fragata teria emitido um pedido de socorro ao amanhecer. Quando as embarcações srilanquesas chegaram ao local — menos de uma hora depois — o navio já havia afundado, restando apenas destroços e uma mancha de óleo na superfície do mar.
Os sobreviventes foram encaminhados ao principal hospital do sul do país. A Marinha do Sri Lanka informou que não divulgará imagens da operação, alegando envolvimento de forças armadas estrangeiras.
PASSAGEM PELO BRASIL GEROU CONTROVÉRSIA
A Iris Dena esteve ancorada no Porto do Rio de Janeiro em fevereiro de 2023, ao lado do porta-helicópteros Iris Makran. A presença das embarcações militares iranianas provocou críticas dos Estados Unidos e de Israel à época, que classificaram a visita como uma provocação diplomática.
Antes do naufrágio, a fragata navegava após participar, segundo informações locais, de um exercício militar no porto de Visakhapatnam, na costa leste da Índia.
O afundamento ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, após ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos contra o Irã. O governo do Sri Lanka tem adotado posição de neutralidade e defendido a via diplomática para conter a crise.
A estabilidade regional é vista como estratégica para o país asiático. Mais de um milhão de cidadãos do Sri Lanka trabalham no Oriente Médio, enviando remessas que representam parcela importante das divisas estrangeiras — fundamentais para a recuperação econômica após a grave crise enfrentada em 2022.
As autoridades srilanquesas afirmaram que continuarão cumprindo protocolos internacionais de busca e salvamento na área sob sua responsabilidade no Oceano Índico.























