O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a imposição de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, conforme revelou o jornal britânico Financial Times neste domingo (16). A avaliação sobre a aplicação de eventuais medidas restritivas por parte de Washington ocorre em um contexto de crescente desgaste diplomático e comercial entre os dois países.
Segundo interlocutores ouvidos pela publicação, a administração do presidente Donald Trump estuda a possibilidade de reincluir o magistrado brasileiro nos parâmetros da Lei Magnitsky. O dispositivo legal prevê o congelamento de ativos sob jurisdição norte-americana, além de vedar negócios e transações comerciais e financeiras entre cidadãos ou empresas dos Estados Unidos e os alvos das penalidades.
A retomada do tema no governo norte-americano ganhou força após desdobramentos de investigações conduzidas pela Polícia Federal e autorizadas por Moraes, que envolveram a apuração de fontes ligadas a reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. Representantes da gestão norte-americana sustentam a tese de violação à liberdade de imprensa e de expressão, ao passo que o ministro argumentou que as informações foram obtidas de modo ilícito e colocavam em risco a segurança das autoridades.
Moraes já havia sido enquadrado pela Casa Branca sob a mesma lei no ano anterior, tendo as restrições suspensas meses depois após diálogos diretos entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo debate sobre sanções aprofunda um momento de tensão nas relações bilaterais, marcado por disputas sobre tarifas comerciais e atritos na concessão e manutenção de vistos diplomáticos.























