O governo da Indonésia decretou situação de emergência por 14 dias na província de Nusa Tenggara Oriental após um terremoto de magnitude 7,7 atingir a ilha de Flores. O tremor provocou a morte de 53 pessoas, deixou mais de 130 feridos e forçou cerca de 5 mil moradores a abandonarem suas residências.
O abalo sísmico ocorreu ontem (15), a uma profundidade estimada em 15 quilômetros e com epicentro localizado a cerca de 30 quilômetros do município de Mbay. A força do abalo causou deslizamentos de encostas, bloqueou rodovias e danificou severamente cerca de mil residências, além de atingir escolas, prédios públicos e unidades de saúde.
O impacto forçou milhares de famílias a procurarem abrigos provisórios e arenas esportivas, com grande concentração de desabrigados nas regiões de Sikka, Manggarai e Nagekeo. Os trabalhos de socorro enfrentam dificuldades operacionais devido a cortes no fornecimento de energia elétrica, interrupções nas redes de telecomunicações e escassez de água potável, alimentos e insumos médicos. Diante dos danos estruturais nos hospitais, atendimentos de urgência passaram a ser realizados em tendas improvisadas.
A atividade sísmica seguiu intensa na região, com o registro de centenas de tremores secundários após o abalo principal. Para conter os impactos da crise, as autoridades mobilizaram mais de 3.500 policiais e militares nas frentes de busca e resgate. O governo também coordenou a distribuição de 275 toneladas de suprimentos humanitários, com apoio da Cruz Vermelha, do Crescente Vermelho e da União Europeia.
Este episódio representa o tremor com maior número de vítimas no território indonésio desde o abalo registrado em Java Ocidental, em 2022. O país tem histórico frequente de abalos sísmicos por estar situado sobre o Círculo de Fogo do Pacífico, área de intensa convergência de placas tectônicas.























